PARANÓICA

Me chamo Marcela, tenho 22 anos, ainda moro com meus pais e já tive três relacionamentos sérios. Na verdade a palavra “sério” soa como piada, por que foi tudo palhaçada! Confesso que estraguei os três. Sim, por que minha insegurança se sobressai a qualquer sentimento de confiabilidade. Continuar lendo PARANÓICA

Livros, cupcakes e sorvete de tangerina – Parte I

Na sala de reuniões da Editora Lobos, comemorava-se a nomeação do novo presidente, Sérgio Lobos, ou “o guerreiro” como Jéssica costumava ironizar junto aos funcionários da empresa. Seu novo chefe nada mais era que o herdeiro da renomada família conhecida pela longa existência no mercado literário. Continuar lendo Livros, cupcakes e sorvete de tangerina – Parte I

NITIA – ABÁ: PARTE I

Aquele dia era pra ser especial, já que nos dias seguintes Nitia-Abá passaria a fase adulta e a cerimônia dependia da sua tentativa de pegar uma caça específica. Era fim de tarde e do alto do ibiã de areia ligeiramente avermelhada a menina olhava fixamente para o horizonte. A barra do rio Mundaú chamada de “grande lagoa” era realmente de tirar o fôlego.  Esse rio … Continuar lendo NITIA – ABÁ: PARTE I

Sempre que dá certo

A gente sempre fica quando dá certo. Não é um compromisso que precisamos sempre honrar. Cada um tem sua vida. Ele vive na ponte aérea entre Ceará e São Paulo. E eu aqui, no meu cantinho, no meu lugar que amo viver. Esse lance já dura alguns anos. (quase uma década). Eu sinto um carinho especial por ele e sei que é recíproco. Não é … Continuar lendo Sempre que dá certo

Travessia da morte – Parte I

Em mais um desses dias que não há para onde correr, senão para o asfalto, Otávio, Malú e Fiu contavam  as balinhas que iriam vender. Empolgados com as novidades na mercadoria, os bombons de “baba de bruxa”, cantarolavam a caminho do sinal. Era véspera de Halloween e como todos pareciam importar-se com a data, os três resolveram inovar nas vendas. Naquele dia, 30 de outubro, iriam dar tudo de si e voltar para casa com os bolsos cheios, ou pelo menos com dinheiro suficiente para o jantar e almoço do dia seguinte. Continuar lendo Travessia da morte – Parte I

Despedida: “- Tudo bem.”

Ah, se tu soubesses o quão injusto foi teu pedido. Não, foi mais uma sentença, veio do nada, transformou meus planos em nada e, do nada, sumiu com o chão abaixo dos meus pés. Eu esperava que isso fosse acontecer, não estávamos bem havia um bom tempo, o teu sorriso não tinha a mesma cor de antes, o calor dos nossos corpos não era o … Continuar lendo Despedida: “- Tudo bem.”

O des(canto) do (sonh)ar

por Azevedo Netto De tanto beber da realidade, nos embriagamos com a dor. De tanto sofrer por realidade, nos afligimos sem pudor. De tanto lutar por algo, naufragamos sem rumor. De tanto sofrermos por sonhos, saciamos com o amor. Um amor tão passageiro que escorre pelas mãos. Como os ventos envaidecidos que vislumbram o horizonte da imensidão. E assim, eis que surge a sina, e … Continuar lendo O des(canto) do (sonh)ar

Sonhador

Antes de dormir, sempre sonhei.Às vezes, forçado pela televisão.Às vezes, instigado pela necessidade.Sonhei, para fugir do medo. Sonhar, me possibilitou viver.Sonhar, me fez melhor em alguns segundos.Sonhar, me transcede.É o rémedio para a vida amarga. Sonhar, é traçar metas.Gás que ativa o levantar.Sonhar, é ir além do limite.Sonhar, é o advento para o realizar. Continuar lendo Sonhador